Luís Soares

Quais as expectativas acerca da nova Ministra da Cultura?

Ficaram surpreendidos com a nomeação da pianista Gabriela Canavilhas? Que expectativas têm da acção a desenvolver pela nova ministra em especial na área museológica? Há alguns dossiês quentes para gerir, como o novo Museu dos Coches, a constante falta de verbas dos museus do IMC,...

Para já afirmou que "é preciso mais dinheiro para a cultura e que há que dignificar o património cultural português".
Aqui ficam alguns dados biográficos da senhora.

Gabriela Canavilhas, pianista, desempenhava as funções de directora regional de Cultura do Governo Autónomo dos Açores desde Novembro do ano passado, onde exercia já funções de assessora para a música erudita.

Anteriormente era a represente dos Açores na Fundação Luso-Americana e foi presidente da direcção da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada, tendo terminado o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe do professor António Menéres Barbosa.

Estudou Música de Câmara com Olga Prats e posteriormente com Riccardo Brengola, na Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália), onde lhe foi atribuído o Diploma de Mérito em Música de Câmara.

A sua dsicografia integra sete álbuns, entre eles, "Vocalizos", evocação com canções portuguesas e brasileiras, as Sonatas para piano de João Domingos Bomtempo, ou " Song and Piano Pieces de Alfredo Keil".

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Respostas a este tópico

La política portuguesa y española siempre paralelas. Nosotros también tenemos una ministra que poco sabe de Museos.

En España, nuestra Ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, procede del mundo del cine. Es guionista y ha participado en numerosas películas. Es una mujer, joven, progresista y preparada, que es lo que importa en el actual gobierno.

El sector del cine fue fundamental para la elección de José Luis Rodríguez Zapatero ZP en 2004. Las acciones de los actores, directores de cine en contra de la Guerra de Irak influyeron en el éxito electoral de ZP.
Este gobierno,agradecido, incrementó sustancialmente las ayudas y subvenciones al cine español, que no se destaca por su calidad, entretenimiento, competitividad, salvo excepciones como Almodovar, Daniel Sánchez Arévalo, Amenábar y otros pocos más, que sí lo hace por su talento. Otros directores, como Jose Luis Garci, que pasan de la política, no goza de los favores de esta, cuando cuenta con un Oscar (en España, sólo Garci, Almodóvar y Trueba tienen uno)

Las subvenciones al cine se han incrementado pese a la brutal crisis económica española. La guinda es la elección de González-Sinde. Una partidaria del Canon digital que nos convierte a los internautas en sospechosos del delito de descargarnos contenidos. Un canon brutal que se aplica a bares, en bodas, por cd´s que compras.....un mundo surrealista, donde una pareja que se casa tiene que denunciar a un intruso en su propia boda que les denuncia por poner música "que no ha pagado el canon"

Os invito a visitar la web del Ministerio de Cultura, a buscar en google a Angeles González Sinde y a visitar foros en Facebook como "Todos contra el Canon"

Viva la verdadera cultura que está por encima de los clientelismos y réditos políticos. Porque en este país, la cultura gira en torno la Memoria Histórica, la Mujer, el Cine, el Arte Contemporáneo y en otro lado, todo lo demás.

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Si queréis datos de la prensa sobre la gestión del Ministerio de Cultura español en relación a los museos y arte en general:

http://www.elpais.com/articulo/cultura/cine/gana/bellas/artes/pierd...

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Caros,
Cada vez me convenço mais que uma "andorinha não faz a primavera" , apesar de uma e apenas uma pode fazer a diferença, porém, esta tem de ser realmente muito boa.

Ora nos tempos que correm a excelência não tem sido um adjectivo muito utilizado nem na museologia, nem na cultura em geral. Grassam as mega exposições, os mega eventos apoiados pelas grandes empresas, naquelas alianças publico-privadas que ninguém sabe ao certo o que é publico e o que é privado, (enfim mais um chavão, uma palavra feita para camuflar interesses não especificados...).

Os promotores, os agentes culturais, os técnicos das várias áreas, os docentes devem desenvolver esforços no sentido de traçarem projectos que possam dar frutos na comunidade, projectos que criem conhecimento e desenvolvam competências junto das populações. Eles devem adaptar-se aos ciclos e períodos que vivemos e jamais poderão estar dissociados das conjunturas económicas. Deve, pois haver um sentido real dos objectivos da produção cultural, por um lado e por outro lado cada participante, agente..ou técnico ter noção que os nossos propósitos devem também eles ser adaptados aos ciclos que vivemos.

As instituições com menos dinheiros são aquelas que mais história acumulam juntamente pelo seu percurso na luta pela sobrevivência, mas também pela dignidade do seu serviço publico junto da comunidade.

O que falta aos grupos socio-económicos é saírem da sua "casca" e olharem para os outros grupos, classes, sem receio de descerem uns quantos degraus e analisarem a realidade dos outros que fazem coisas de interesse com muito pouco. Outros ciclos poderão se seguir, com outros recursos e com projectos mais abrangentes. Porém, nem sempre muitos recursos foi sinal de qualidade e sobretudo de profundidade e abragência de objectivos. Muitas vezes gasta-se em luxos, que mais tarde não podem ser alimentados.
Nunca mais esqueci, o auditório municipal localizado num subúrbio de Londres, sem luxos ou arabescos, mas com um programa intensivo de concertos destinados aos mais diversos segmentos de publico. A casa estava sempre cheia sobretudo a partir das 18h00. Ao longo da história foram as politicas bem traçadas e definidas que promoveram o desenvolvimento das comunicações, dos transportes, das reformas no ensino,... mas também existiram um conjunto de executantes que souberam defender bem esses propósitos, contornando dificuldades e pressionando os grupos com poder de decisão ou capital.

Por isso penso que a ministra é a ministra...aliás cada época tem os políticos que merece, olhem para a História.
Cada época, têm também os seus agentes culturais e educativos, o seu sistema de ensino, os seus professores, as cidades que merece.
Se queremos que a ministra mexa, promova, invista então temos também que lhe demonstrar como podemos mexer, contornar, fazer mais, evidentemente, com algum dinheiro, sempre! Dinheiro bem dirigido, conhecendo bem a argumentação dos que defendem as valiosas cortinas de vidro, os cinco elevadores do projecto do Museu dos Coches e os interesses que lhe subjazem, para lhe apresentarmos as alternativas.

Tudo isto depende ainda de uma maior transparência dos projectos, dos concursos públicos, de regulamentar a actividade publica e as parcerias publico-privadas...

A ministra é o que ela pode fazer, mais o que nós podemos fazer por ela.



Maria J. Vega-Leal disse:
Si queréis datos de la prensa sobre la gestión del Ministerio de Cultura español en relación a los museos y arte en general:
http://www.elpais.com/articulo/cultura/cine/gana/bellas/artes/pierd...

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Excelente contributo, Maria da Luz.Também partilho da sua opinião.
Teremos de ser nós, os técnicos, a desbravar caminho, para que os políticos se apercebam que é importante intervir, dinamizar e investir.

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