Pergunta francamente generalista, mas necessária... gostaria que os/as profissionais a trabalhar em inventário (de qualquer contexto museológico) partilhassem neste espaço quais os sistemas informáticos de inventário que utilizam e, sobretudo, que fornecessem opiniões críticas (aspectos positivos e negativos) acerca dessas utilizações.
Muio obrigada desde já*

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Respostas a este tópico

Boa tarde, Elizabeth!

Antes de mais muito obrigada por ter introduzido nova força neste debate!
Creio que as suas perguntas serão, no entanto, de resposta bem complexa, por variadas razões. Desde logo em relação à questão dos aspectos positivos e negativos de um sistema informático de inventário, da minha parte poderei na verdade falar só de dois, que foram aqueles com que trabalhei ou trabalho...
Que eu conheça, a operar em Portugal há alguns sistemas informáticos de inventário que são utilizados quer por instituições públicas (de âmbito nacional, regional e camarário), quer privadas. O Programa Matriz, da Pararede, foi criado em observância com os acervos dos então 29 museus públicos do actual Instituto dos Museus e da Conservação. O DocBase, criado pela DID, foi moldado à realidade museológica da rede de museus do governo regional dos Açores. O Index Rerum, pela empresa FCO, está a ser utilizado, por exemplo, como o sistema de inventário para os museus afectos à agora Fundação da Universidade do Porto. E há ainda o caso do In Arte, criado pela Sistemas do Futuro, o qual nunca tive a oportunidade de explorar. Estes são os que conheço, mas certamente haverá mais!
Penso que houve já participações anteriores neste tema que poderão introduzir dados muito consistentes às suas questões, tal como por exemplo o facto basilar de um sistema de informação nunca se dever sobrepor nem perverter a lógica organizacional de um qualquer contexto museológico. Em continuidade com este raciocínio, discutiu-se também a importância do rigor científico no que concerne a definição de todo o processo de inventário, que passa por uma clara uniformização e normalização de conteúdos/ estrutura. Há colegas que actualmente trabalham com mais do que um sistema de inventário em Portugal, numa mesma instituição, e que deixaram já o seu testemunho, e inclusivamente outros colegas que falaram já da sua experiência em termos de outras redes museológicas nacionais que não a portuguesa… Espero que eles possam contribuir com mais dados preciosos para este tema.
Especificamente em relação a uma colecção de brinquedos, devo dizer que não tenho qualquer tipo de experiência… Temos em Portugal pelo menos um museu monográfico sobre este tema, o Museu do Brinquedo, em Sintra: www.museu-do-brinquedo.pt Não sei se tem conhecimento dele, mas poderá ser uma boa pista: online tem uma breve descrição, por categorias estipuladas, da vasta colecção, e apresentam também uma bibliografia geral sobre o tema, que coloco aqui em anexo.
Perguntava se o museu onde trabalha terá algum vínculo de rede estadual (ou não) que “obrigue” a cumprir um programa informático de inventário específico… se assim não for, abrir-se-á um leque interessante de opções (que a mim me ultrapassam), nunca esquecendo no entanto que se a opção for importar um sistema informático de inventário, ele deverá, de entre outras coisas, contextualizar-se com os thesauri locais e/ou regionais…
Aguardo ajuda e feedback!
Anexos

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Só um pequeno aparte na discussão para lhes deixar o link do meu blog sobre a minha participação no CIDOC 2009. Tinha prometido que o fazia e só agora é que me lembrei de colocar aqui esse alerta. Desculpem-me pelo atraso. O Link é http://newmouseion.wordpress.com/2009/10/21/cidoc-post-final/ (nos posts anteriores também refiro algumas coisas sobre o CIDOC)

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Alexandre... há pouco não lhe referi esta questão no email mas agora vi o seu blog... foi informado que esta sua proposta já foi aprovada numa reunião do DCTP e especificamente do Curso, não foi?

Alexandre Matos disse:
Só um pequeno aparte na discussão para lhes deixar o link do meu blog sobre a minha participação no CIDOC 2009. Tinha prometido que o fazia e só agora é que me lembrei de colocar aqui esse alerta. Desculpem-me pelo atraso. O Link é http://newmouseion.wordpress.com/2009/10/21/cidoc-post-final/ (nos posts anteriores também refiro algumas coisas sobre o CIDOC)

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Sim Alice... fui informado sim! Por isso mesmo é que lhe enviei o e-mail, para dar andamento a essa questão que por diversos motivos tinha ficado um pouco parada!

Obrigado.

alice semedo disse:
Alexandre... há pouco não lhe referi esta questão no email mas agora vi o seu blog... foi informado que esta sua proposta já foi aprovada numa reunião do DCTP e especificamente do Curso, não foi?

Alexandre Matos disse:
Só um pequeno aparte na discussão para lhes deixar o link do meu blog sobre a minha participação no CIDOC 2009. Tinha prometido que o fazia e só agora é que me lembrei de colocar aqui esse alerta. Desculpem-me pelo atraso. O Link é http://newmouseion.wordpress.com/2009/10/21/cidoc-post-final/ (nos posts anteriores também refiro algumas coisas sobre o CIDOC)

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Boa tarde Elizabeth e Teresa,

Queria apenas fazer uns pequenos acrescentos ao que a Teresa mencionou sobre os sistemas de inventário. Penso que todos já saberão que trabalho na Sistemas do Futuro e por isso queria dizer-lhe que o In arte é apenas um dos produtos de inventário e gestão de colecções que temos (poderá ver as gamas completas em www.sistemasfuturo.pt) e é utilizado numa grande diversidade de museus em Portugal e Espanha. Embora se chame In arte serve para qualquer tipo de colecções e foi desenvolvido seguindo o que é estabelecido nas normas internacionais do CIDOC. Em todo o caso se precisar de mais alguma coisa e achar que eu lhe possa ser útil contacte-me através do email alexandre@sistemasfuturo.pt.

Cumprimentos

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